Avianca suspenderá voos à Venezuela a partir de 16 de agosto

A companhia aérea colombiana Avianca anunciou hoje (26) que a partir do dia 16 de agosto deixará de voar à Venezuela, pela primeira vez em mais de 60 anos, devido às dificuldades operacionais que tem nesse país. A informação é da EFE.
Em comunicado, a Avianca acrescentou que a decisão foi tomada após uma reunião que teve hoje em Bogotá com as autoridades aeronáuticas colombianas e que já a notificou o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) da Venezuela. "A Avianca deixará de operar as rotas Bogotá-Caracas-Bogotá (dois voos diários) e Lima-Caracas-Lima (um voo diário)", disse a empresa.
"Em consequência, suspendemos a partir de hoje as vendas de passagens para viagens posteriores a 16 de agosto nessas rotas", disse a companhia aérea. O presidente-executivo da Avianca, Hernán Rincón, disse que a empresa tem "toda a disposição" para retomar os voos quando contar com as condições requeridas para tal.
“Difícil decisão”
"Depois de mais de 60 anos de serviços contínuos na Venezuela, a Avianca lamenta ter tido que chegar a essa difícil decisão, mas nossa obrigação é garantir a segurança da operação. Essa medida se sustenta na necessidade de adequar vários processos aos padrões internacionais, melhorar a infraestrutura aeroportuária na Venezuela e garantir a consistência nas operações", afirma a nota.
A suspensão dos voos afeta a conectividade aérea da Venezuela, de onde já se retiraram várias companhias áreas, pois a Avianca tem uma participação de mercado de 59% na rota Bogotá-Caracas-Bogotá e de 77% na Lima-Caracas-Lima.
No entanto, a empresa acrescentou no comunicado que "examinará" a medida adotada "assim que se saiba os resultados do trabalho técnico que farão as autoridades de ambos países para resolver os impedimentos operacionais e de segurança".
A Avianca disse, além disso, que honrará os compromissos adquiridos com seus passageiros, funcionários e fornecedores na Venezuela. Clientes com reserva para voos posteriores a 16 de agosto poderão solicitar o reembolso de 100% do valor pago pelos bilhetes.
Na nota, a empresa não faz referência aos valores devidos pela Venezuela em relação à venda de passagens. No ano passado, essa dívida era de cerca de R$ 250 milhões. Por causa dessa situação, em 2013 a Avianca reduziu os voos entre Bogotá e Caracas de sete para dois por dia. O mesmo ocorreu na rota entre Lima e a capital venezuelana, que caíram de dois para um voo por dia.
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