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Direitos Humanos

ONU Mulheres vai avaliar atendimento na Casa da Mulher Brasileira

Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, participou do Bom Dia, Ministra
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Sayonara Moreno - Repórter da Rádio Nacional 
27/02/2025 - 16:46
Brasília (DF)
Brasília (DF) 27/02/2025 A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, participa do programa Bom Dia, Ministra Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, no Mato Grosso do Sul, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, disse que quer mudar as regras no funcionamento das Casas da Mulher Brasileira pelo país. Para isso, a ministra anunciou que a ONU Mulheres vai atuar, a partir de março, no monitoramento dos serviços de assistência às mulheres vítimas de violência. 
  
O comentário foi feito nesta quinta-feira (27), durante o programa Bom Dia Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Atualmente, o Brasil tem dez Casas da Mulher em funcionamento. São espaços que abrigam mulheres que estão em risco no ambiente doméstico e onde são oferecidos atendimentos em diversas áreas. 
  
Há cerca de duas semanas, a jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi esfaqueada pelo ex-noivo em Campo Grande (MS), após uma denúncia de violência e cárcere privado. Horas antes do crime, ela chegou a relatar a uma amiga que teria sido mal atendida. Segundo Cida Gonçalves, houve falhas no atendimento.
  
A ministra das Mulheres também falou sobre o carnaval. Durante a folia, a pasta leva a campanha “Feminicídio Zero - Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada” para foliões e foliãs de todo o Brasil. Cida Gonçalves explica que é importante a conscientização de homens e mulheres contra esse tipo de violência.   

"Não é não. Se a mulher não quer, você não pode", afirmou.

A ministra das Mulheres voltou a defender uma lei que garanta a representatividade feminina no Congresso Nacional. Segundo a ministra, o sistema de cotas para candidaturas não funciona.

Cida Gonçalves ressaltou que o voto feminino foi conquistado há mais de 90 anos e, mesmo assim, elas ainda ocupam menos de 20% dos cargos eletivos.  


 

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