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Movimento de terminais de ônibus da capital paulista volta à normalidade

Terminais ficaram fechados por duas horas
Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 05/11/2014 - 13:07
São Paulo
ônibus
© Ver.2.00

O movimento dos terminais rodoviários da capital paulista já voltou ao normal. Na manhã de hoje (5), eles permaneceram fechados por duas horas, em protesto pela falta de segurança nas ruas e nos ônibus. Conforme informou a São Paulo Transportes (SPTrans), empresa que administra o transporte público na capital, às 12h40 todos os terminais estavam abertos e operando normalmente.

Motoristas e cobradores fecharam os 29 terminais de ônibus municipais de São Paulo para protestar contra os ataques a coletivos e a falta de segurança nos ônibus. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), ao longo do ano 119 ônibus foram queimados. Em todo o ano passado, foram registrados 53 casos.

No dia 18 de outubro, o motorista John Carlos Soares Brandão teve o corpo queimado durante ataque. Ele morreu quatro dias depois. Em maio, um cobrador também teve parte do corpo queimada. A SPUrbanuss informou, ainda, que, no ano passado, dois motoristas e uma cobradora sofreram queimaduras.

Às 11h, passageiros que se dirigiam ao terminal Vila Nova Cachoeirinha tentavam encontrar meios de cumprir compromissos ou mesmo voltar para casa. A diarista Lucivânia Lopes saiu mais cedo para não perder o ônibus. Ela sabia que a paralisação começaria às 10h, mas, mesmo assim, não conseguiu chegar ao trabalho. “Cheguei às 9h30 e não tinha mais ônibus. Tenho de ir trabalhar, mas não vou poder. Terei de trabalhar sábado e deixar meus filhos em casa para não perder o dia. Isso é um descaso com a população”.

A aposentada Maria Salvina, de 66 anos, tinha um compromisso e não sabia da paralisação. Classificando o movimento como “uma desordem”, disse que não sabia o que fazer. “Temos de pagar por isso? 

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, em reunião realizada ontem (4) com o sindicato da categoria, foi acertada a criação de uma comissão composta por trabalhadores, empresários e representantes dos governos estadual e municipal. A intenção é buscar soluções conjuntas para a questão. Conforme a SSP,  este ano 78 pessoas foram presas no estado, acusadas de participação em ataques a coletivos. Destas, 58 foram detidas na capital.

Entre os presos está o responsável pela morte do motorista John Carlos Soares Brandão, 40 anos. Ele morreu em decorrência de queimaduras sofridas em um ataque a ônibus no dia 18 de outubro, na zona leste de São Paulo. Segundo a SSP, ele responderá a inquérito por associação criminosa, homicídio qualificado, incêndio qualificado, furto, constrangimento ilegal e corrupção de menores. O caso é investigado pelo 46º Distrito Policial.