Economia de Xangai desacelera com covid-19 na indústria e no varejo
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
A economia de Xangai, cidade mais populosa da China, desacelerou no primeiro trimestre de 2022 em relação ao final de 2021, prejudicada por raros declínios na produção industrial e nas vendas no varejo, ambas atingidas pelo surto de covid-19 mais grave do país.
O Produto Interno Bruto (PIB) de Xangai cresceu 3,1% no primeiro trimestre em relação a um ano antes, informou a agência local de estatísticas neste sábado (23), significativamente menos do que o crescimento de 4,8% do PIB nacional durante o mesmo período. Em 2021, o PIB de Xangai aumentou 8,1%.
"Em janeiro-fevereiro, a operação econômica da cidade ficou estável, mas devido ao impacto do surto de covid em março, o primeiro trimestre foi marcado por estabilidade seguida de declínio", afirmou o departamento de estatísticas da cidade em comunicado.
Xangai começou a relatar casos de covid-19, no mais recente surto, no início de março, com as autoridades declarando lockdown de toda a cidade de 25 milhões de pessoas no início de abril, quando as infecções aumentaram.
A desaceleração econômica em Xangai, que não publicou dados do PIB para o quarto trimestre de 2021, deve ter piorado em abril. Seu PIB recuou 6,7% no período de janeiro a março de 2020, quando o novo coronavírus surgiu pela primeira vez.
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