O assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips completou oito meses e, ainda hoje, lideranças indígenas do Vale do Javari, no Amazonas, sofrem ameaças de morte.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (15), representantes da Univaja, União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, disseram que têm cobrado do poder público soluções para coibir crimes como o garimpo ilegal, o comércio ilegal de madeira, o desmatamento e a caça e a pesca ilegais.
Para isso, as lideranças defendem que a Polícia Federal aprofunde investigações e vá além dos casos que se tornam notícia.
Outra demanda da Unijava é a adaptação de regras de segurança à realidade da Terra Indígena do Vale do Javari, onde vivem cerca de 6,3 mil pessoas, de 26 povos, divididas em 64 aldeias.
Esse aspecto tem sido destacado à Força Nacional, conforme disse Beto Marubo, integrante da entidade.
No próximo dia 27 de fevereiro, uma comitiva de autoridades do governo federal deve se deslocar até a região.
E nessa terça-feira (16), o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, negou o pedido dos suspeitos pela morte de Bruno e Dom Philipps para serem transferidos para um presídio estadual, em Manaus. Com isso, Amarildo da Costa Oliveira, o "Pelado", Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, e Jefferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, seguem presos em penitenciárias federais.