A presença da Força Nacional nas áreas de conflitos entre indígenas e fazendeiros em Guaíra e Terra Roxa, no Paraná, vai até 8 de novembro deste ano. A portaria foi publicada nesta segunda-feira (12) pelo Ministério de Justiça e Segurança Pública.
Os policiais vão atuar na Terra Indígena Guasu Guavirá. O local convive com conflitos há mais de um mês. Os Avá-Guarani fazem ações para retomada de terras porque o território, ocupado por fazendas, já foi reconhecido pela Funai, mas está com a demarcação emperrada na justiça.
Segundo os indígenas, as agressões continuaram mesmo depois que o Tribunal Regional Federal da Quarta Região suspendeu as ordens de reintegração de posse.
Nesta semana, a Itaipu tem que apresentar uma proposta de compra de terras para a demarcação, diz a missionária Osmarina Oliveira, do Conselho Missionário Indigenista. A preocupação é que seja a mesma de três mil hectares, apresentada antes na Conciliação da AGU e rejeitada pelos indígenas.
“O processo vai continuar andando, eles vão participar, essa coisa toda. A gente tem um receio que isso lá mais pra frente acabe ficando só nos três mil hectares, que é uma migalha para os guaranis”.
O representante dos Avá-Guarani, Ilson Okaju, disse que foi apresentada uma contraproposta de 36 mil hectares.
“Mas até agora a gente não teve retorno por parte da Itaipu. Eles não responderam às lideranças. Eles querem fazer uma reunião com CNJ, mas eles não querem a presença da Comissão Guarani Yvyrupa. E a gente não vai aceitar nenhuma negociação se a gente não tiver com a presença da comissão, que é a organização que está nos representando juridicamente”.
A Itaipu informou que empresa está em tratativas e ainda não há nada definido.
A Funai tirou da coordenação local um servidor que era alvo de reclamações dos indígenas, mas não deu uma data para escolha de um novo coordenador. Disse que leva em consideração as demandas das populações indígenas.
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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil"
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