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Economia

Trocando em Miúdo: Conheça os negócios com impacto social

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Apresentação Eduardo Mamcasz
17/05/2016 - 02:00
Brasília

Olá, prezada pessoa ouvinte cidadã. A prosa de hoje é sobre um negócio chamado de impacto social. Força Tarefa Brasileira em Finanças Sociais. Mexe com muito dinheiro destinado a empreendedores das classes C,D e E. Mas não se trata de doação, não. Vamos nessa?


Sonora: "O conceito seria diferentes pools de capital, que antigamente eram ou doados ou investidos, e que hoje podem ser movidos para impacto social. E para isso acontecer estão surgindo também mecanismos financeiros que ajudam nessa locação."
 

Palavra da diretora do Instituto de Cidadania Empresarial, Celia Cruz. E exemplos de negócios com impacto social é que não faltam, começando pela Amazônia.
 

Tem o caso mais famoso, que é o do açaí, que ficou conhecido, e consumido, em todo o Brasil. Mas há ainda os cosméticos e até o preservativo, ou camisinha, feita de borracha natural, dos seringais do Acre. É investimento local, envolvendo intermediários e produtores, finalizando bem longe, na compra. Pode ainda passar por turismo e outros negócios.
 

O que mais interessa na prosa, no entanto, é que, segundo os estudos feitos pelo Instituto de Cidadania Empresarial, junto com a Força de Finanças Sociais, é que no ano 2020, R$ 50 bilhões estarão sendo aplicados, por ano, nesses negócios de impacto social.
 

Mas para a gente chegar lá, algumas coisas precisam ser feitas desde já. Na verdade, são 85 recomendações da Força Tarefa, com destaque para 14. E o principal, tudo funcionando em cima de quatro engrenagens.
 

Celia Cruz, presidente do Instituto de Cidadania Empresarial, quais são estes quatro eixos?
 

Sonora: "Um: aumentar oferta de capital. Dois: como eu faço muito mais negócios de impacto, até para eles poderem receber recursos. Três: como eu fortaleço intermediários, como incubadoras, para entrarem nesse campo. Quatro: e como eu olho esse macroambiente para isso acontecer, alguma regulamentação que eu preciso fortalecer."
 

No ano passado, R$ 13 bilhões foram usados em negócios de impacto social na faixa da população de baixa renda.
 

A Força Tarefa fez um mapeamento. Descobriu que, na verdade, em 2014, o governo tinha reservado até R$ 413 bilhões para o chamado campo social, em setores ligados às finanças sociais. Então, ainda falta que esses recursos cheguem ao financiamento de atividades de impacto social com sustentabilidade financeira, como se diz, na classe de renda mais baixa. 

Sonora: "Como foi feito com o açaí. Tem muita coisa para a gente desenvolver numa cadeia, por exemplo, da gastronomia, como a gente viu nos cosméticos. Pensando como eu fortaleço um empreendedor local que enxerga que ele pode ter um produto que melhore a qualidade de vida das pessoas."

 

Então, tá.
Obrigado pela boa companhia.
Inté e Axé.

 

* Este programa é uma reprise. O original foi ao ar em 02/10/2015


Trocando em Miúdo: Quadro do programa Em Conta, da Rádio Nacional da Amazônia. Aborda temas relacionados a economia e finanças, traduzidos para o cotidiano do cidadão. É distribuido em formato de programete, de segunda a sexta-feira, pela Radioagência Nacional. Acesse aqui as edições anteriores.

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