Os preços dos produtos da indústria na porta das fábricas, sem impostos e frete, subiram 0,12% em abril deste ano, na comparação com o mês anterior. Foi o nono aumento seguido, sendo que em março a variação foi bem mais alta, de 0,84%. Os dados são do IPP, o Índice de Preços ao Produtor de abril, divulgado nesta sexta-feira (29) pelo IBGE.
Em abril, 20 das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram aumento de preços em seus produtos. Os principais responsáveis pela alta foram os alimentos, com inflação de 2,09%, taxa menor do que a registrada em março, de 4,23%.
Outras atividades que tiveram impacto importante na inflação medida pelo IPP em abril foram os outros produtos químicos, com alta de 2,12% e os veículos, com 1,05%. Por outro lado, a queda de 20,99% nos preços dos produtos de refino de petróleo e de álcool ajudou a frear a inflação do IPP em abril.
O gerente da pesquisa, Alexandre Brandão, explica que o setor de alimentos é o de maior peso no cálculo do IPP, o que faz com que esteja entre os quatro mais influentes neste resultado. Segundo ele, os produtos carnes de bovinos congeladas, açúcar, resíduos da extração de soja e carne de bovinos frescas ou refrigeradas foram os que mais influenciaram o setor de alimentos.
Sobre a queda recorde do refino de petróleo e produtos de álcool, o pesquisador do IBGE avalia que foi o que segurou o resultado do índice geral. Ele acrescenta que o preço do óleo bruto de petróleo tem caído de forma bastante acentuada no mercado internacional , o que reflete no Brasil tanto na diminuição do preço dele quanto na dos seus derivados e também do álcool.
O IPP acumula taxas de inflação de 2,13% no ano e de 4,79% em 12 meses.
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Print Paulo Pinto/Agência Brasil"
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