A história da Independência do Brasil geralmente é contada a partir da vinda da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, do Dia do Fico, quando Dom Pedro decidiu continuar no Brasil, e, claro, do grito do Ipiranga. Mas, essa não é toda a história da independência que, assim como nas colônias espanholas, foi marcada por conflitos armados.
E é este o tema desta série de reportagens sobre o Bicentenário comemorado neste ano de 2022: As Guerras da Independência do Brasil. Quando nosso país se tornou independente, o recém-criado império brasileiro buscou construir uma história única sobre esse processo. Segundo a professora de Ensino de História Aléxia Pádua, da Universidade Federal de Uberlândia, o objetivo era transmitir a ideia de que a independência havia ocorrido de forma pacífica, unificada, por acordos e não por guerras.
A professora Aléxia Pádua explica que a história da independência com foco no eixo Rio-São Paulo ainda prevalece nos livros de história, com os conflitos nas demais regiões aparecendo de forma secundária.
Apesar disso, a professora Aléxia ressalta que uma série de iniciativas de docentes e gestores da educação têm levado as outras histórias da independência para dentro da sala de aula. Entre essas iniciativas, está o Portal do Bicentenário, que reúne materiais sobre a independência brasileira.
E nas próximas reportagens da série, vamos contar sobre os conflitos que explodiram na Bahia, no Piauí, no Maranhão, e no Pará, e que ajudaram a tornar o Brasil independente de Portugal.
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*Com produção de Beatriz Evaristo e sonoplastia de José Maria Pardal