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Ato no Rio lembra os 15 anos da morte do jornalista Tim Lopes

Tim Lopes
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Lígia Souto
02/06/2017 - 16:58
Brasília

Um ato na praia de Copacabana marcou os 15 anos da morte do jornalista Tim Lopes, assassinado no dia 2 de junho de 2002, enquanto fazia uma reportagem sobre o abuso de menores e tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. A manifestação foi uma iniciativa da família do jornalista e organizada pela ong Rio de Paz.

 

Foram fixados nas areias da praia oito painéis com fotos de Tim Lopes e os nomes dos jornalistas brasileiros que também foram mortos no exercício da profissão. Uma lista extensa, extraída do site da Ong Repórteres Sem Fronteiras, que traz o nome de 37 jornalistas mortos nos últimos 11 anos. Entre eles, o cinegrafista Santiago Andrade, que morreu depois de ser atingido na cabeça por um rojão enquanto cobria uma manifestação em 2013.

 

A irmã de Tim, Tânia Lopes, chegou por volta das dez e meia da manhã e distribuiu rosas vermelhas nas fotos expostas na praia. Ela disse que a homenagem é digna para família e todos que se solidarizam com a profissão dos jornalistas, destacando a importância da sociedade continuar lutando para garantir a liberdade de expressão.

 

O diretor do Sindicato dos Jornalistas do município do Rio, Jorge Antônio Barros, disse que a morte de Tim Lopes foi um “divisor de águas na cobertura jornalística da cidade”.

 

O fundador da ONG Rio de Paz, Antônio Costa, ressaltou o valor da atividade jornalística e da necessidade do poder público de zelar pela segurança dos profissionais da área, indispensáveis, segundo ele, para a democracia.

 

Durante o ato, os organizadores solicitaram aos repórteres, cinegrafistas e fotógrafos presentes, que depositassem os equipamentos de trabalho em um tecido preto que foi estendido em frente aos cartazes.

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