O Tribunal de Justiça de Goiás negou nesta terça-feira (12) o pedido de liberdade para o médium João de Deus, pelo crime de posse ilegal de armas.
Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil goiana encontrou armas na casa do investigado em Abadiânia. No mesmo município, fica a Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium teria praticado abusos sexuais contra a frequentadoras do local.
Por causa das denúncias, João de Deus está preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde 16 de dezembro.
O advogado de João de Deus, Alberto Toron, afirmou que vai recorrer da decisão ao STJ - Superior Tribunal de Justiça.
Ele argumentou que a prisão preventiva é injusta, por ser uma forma de condenação antecipada.
No dia 8 de fevereiro, o STJ negou um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do médium João de Deus alegando que ele não teria condições de permanecer preso por ter 77 anos, possuir doença do coração e vascular, além de ter passado por uma cirurgia para tratar um câncer no estômago.
A defesa ainda argumentou que o médium não sacou dinheiro de suas contas. No entanto, o STJ entendeu que prisão se justifica porque um terceiro movimentou valores que pertencem ao ex-líder espiritual.
João de Deus tornou-se réu três vezes e responde pelos crimes de violação sexual e estupro de vulnerável contra vítimas de vários Estados, incluindo Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O Ministério Público e a polícia de Goiás ainda investigam dezenas de acusações contra o acusado.





