Todos os anos cerca de 80 mil pessoas desaparecem no Brasil. Para tentar amenizar a angústia de quem tem um ente querido desaparecido, começou, nesta segunda-feira, a segunda fase da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Pessoas Vivas Sem Identificação. O programa foi lançado pelo Ministério da Justiça em parceria com secretarias estaduais de segurança pública.
Por meio do cruzamento do DNA de familiares, é possível identificar o vínculo genético com pessoas sem identificação que vivem em hospitais, unidades de acolhimento e em situação de rua.
Vai funcionar assim: equipes dos hospitais ou das instituições do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que acolhem os desaparecidos, vão entrar em contato com as perícias de sua cidade. Daí eles vão aos locais para coletar o material genético dessas pessoas para comparar com o dos familiares que doaram para a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.
Ivanise Esperidião, presidente da ONG Mães da Sé, elogia a iniciativa e fala do drama pessoal que a levou a ajudar na procura por pessoas desaparecidas:
Na primeira fase da ação, mais de 2.500 familiares participaram. Esta segunda fase será realizada até agosto de 2022. Desde junho do ano passado, quando começou a coleta do material genético, 43 famílias já conseguiram informações de entes sobre os quais não tinham notícias.





