logo Radioagência Nacional
Geral

Justiça realiza 2ª audiência do caso do Massacre de Paraisópolis

Vão ser julgados 13 policiais militares envolvidos na ação
Baixar
Eliane Gonçalves - Repórter da Rádio Nacional
18/12/2023 - 21:42
São Paulo

Aconteceu nessa segunda-feira (18) a segunda audiência do caso do massacre de Paraisópolis. A justiça está colhendo depoimentos para decidir se leva ou não o julgamento para o júri popular. 

Vão ser julgados 13 policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte de 9 jovens durante um baile da DZ7, no dia 1º de dezembro de 2019. 

O baile reunia cerca de 5 mil pessoas nas ruas da favela, quando teve início a operação policial. Houve tumulto, correria e os 9 jovens morreram asfixiados em uma viela. As vítimas tinham entre 14 e 23 anos. Doze PMs são réus por homicídio com dolo eventual, ou seja, por terem assumido o risco de matar. Um PM é acusado de expor pessoas a risco pelo uso de explosivos. 

Antes da audiência familiares e movimentos sociais se concentraram em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista, e simularam o que aconteceu na viela naquela noite. Nove pessoas foram colocadas em um espaço de um metro quadrado para mostrar como os jovens foram encurralados.

No ato, Maria Cristina Quirino, mãe do adolescente Denys Henrique, um dos jovens assassinados, cobrou a punição dos policiais e acusou os agentes de segurança de terem promovido a ação como retaliação a morte de um policial na favela um mês antes. 

Nessa segunda-feira foram ouvidas três testemunhas. Duas de acusação e uma em sigilo porque está sob proteção. Os depoimentos vem sendo colhidos desde julho. Essa é a primeira etapa do julgamento, a chamada fase de instrução. Os policiais respondem em liberdade. A próxima audiência de instrução está marcada para o dia 13 de maio do ano que vem.

x