Embaixada da Venezuela no DF vive clima tenso entre apoiadores de Guaidó e Maduro
Um grupo de cerca de 20 pessoas ligadas ao presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, entrou na Embaixada da Venezuela no Brasil por volta de 4h30 dessa quarta-feira (13). A situação na entrada da embaixada é de ânimos exaltados de apoiadores de Maduro e de Juan Guaidó.
O ministro conselheiro da embaixada, nomeado por Guaidó, Tomás Silva, disse que os funcionários reconheceram o presidente autoproclamado e fizeram a entrega da residência e do escritório da Embaixada da Venezuela no Brasil. Disse, ainda, que estão contentes e que a dignidade está com eles.
Já o deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, acompanha a situação dentro da embaixada e afirma que houve agressão a funcionários e familiares que moram no local.
Alberto Palombo, que seria uma das lideranças do grupo que ocupou a embaixada nesta manhã, disse ser voluntário e que atua para ajudar os refugiados venezuelanos. Segundo ele, o grupo chegou na madrugada a pedido do ministro conselheiro Tomás Silva.
Em comunicado, a embaixadora nomeada por Juan Guaidó para o Brasil, María Teresa Belandria Expósito, afirma que comunicou o fato ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil e convidou os demais funcionários da embaixada a reconhecer a autoridade de Guaidó. Maria Tereza ainda pede que todos os empregados dos sete consulados venezuelanos no país também reconheçam Guaidó como presidente.
Já o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informou que o presidente, Jair Bolsonaro, jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela por partidários do Sr. Juan Guaidó.
De acordo com o comunicado, as forças de segurança, da União e do Distrito Federal, estão tomando providências para que a situação se resolva pacificamente e retorne à normalidade.