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Justiça

STF aprova ações para reduzir letalidade de operações policiais no RJ

Polícia Federal vai abrir inquérito sobre atuação de grupos criminosos
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Priscila Thereso - Repórter da Rádio Nacional
04/04/2025 - 14:20
Rio de Janeiro (RJ)
Rio de Janeiro - Operação policial após ataques às bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal aprovou, em conjunto, uma série de ações para reduzir a letalidade durante operações realizadas pela Polícia Militar contra o crime organizado em comunidades do Rio de Janeiro.

Entre as medidas anunciadas nesta quinta-feira (3), o STF determinou que a Polícia Federal faça abertura imediata de inquérito sobre a atuação de grupos criminosos no estado e sua relação com agentes públicos, com ênfase nas chamadas milícias. A diretoria-geral da PF ficará responsável por destacar equipe com dedicação exclusiva para ações de inteligência e condução dessas investigações.

A Suprema Corte também determinou que o estado comprove em 180 dias a instalação de câmeras nas viaturas das Polícias Militar e Civil, exceto nos casos de uso para atividades de investigação. Os equipamentos já são usados nas fardas dos agentes. Além disso, as polícias deverão planejar antecipadamente as operações e fazer uso proporcional da força em cada ocasião.

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, que acompanhou o julgamento da chamada ADPF das Favelas, afirmou que o Supremo Tribunal Federal derrubou barreiras importantes à atuação da Polícia Militar. Castro também informou que vai analisar pontos específicos da decisão, como a determinação de um plano para retomada de territórios invadidos por organizações criminosas. 

Ao final da sessão, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso  manifestou solidariedade às famílias de vítimas da letalidade policial e também aos agentes de segurança pública vitimados em confronto com criminosos.

* Com informações da Agência Brasil.

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