A quinta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nessa terça-feira (27), por unanimidade, que Caio de Souza e Fábio Raposo vão a júri popular. Eles são réus pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes.
O crime ocorreu durante um protesto, em fevereiro de 2014, no centro do Rio de Janeiro, quando Caio e Fábio acenderam um rojão que atingiu a cabeça de Santiago. O cinegrafista morreu quatro dias depois.
Para o advogado de defesa, Wallace Martins, Santiago foi vítima de um acidente.
O Ministério Público pediu que os jovens fossem condenados por homicídio triplamente qualificado. Os três aspectos agravantes seriam o fato de os dois réus não darem chance de defesa para Santiago; motivo do crime foi banal e o terceiro agravante foi o chamado dolo eventual, por considerar que, quando uma pessoa acende um rojão em uma praça cheia de gente, assume o risco de ferir ou matar quem está próximo.
Foi o que explicou o promotor do Ministério Público do Rio, Eduardo Martins.
A pena para o crime de homicídio varia entre 12 e 30 anos de prisão. O relator do caso no Superior Tribunal de Justiça, Jorge Mussi, reconheceu apenas um agravante, que foi o dolo eventual. Com isso, a tendência é que Caio e Fábio recebam penas mais próximas do mínimo.
A filha de Santiago, Vanessa Andrade, acompanhou o julgamento do recurso no STJ e comemorou a decisão.
Agora, o processo de Caio de Souza e Fábio Raposo voltará à Justiça do Rio. Eles chegaram a ser presos na época do crime e passaram pouco mais de um ano na cadeia. Desde março do ano passado os jovens aguardam o julgamento em liberdade.
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Print Paulo Pinto/Agência Brasil"
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