Covid-19: curados são muitos, mas o medo das sequelas é grande
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A comunidade científica mundial está debruçada em incontáveis pesquisas na busca pela vacina contra o novo coronavírus. Mas, não só isso. Especialistas também estudam os muitos efeitos da Covid-19 no corpo humano. A infecção causada pelo Sars-Cov-2 já contagiou milhões de pessoas no mundo todo e deixou um rastro trágico de mortes. No entanto, há também aqueles que venceram ao vírus, entrando na lista de recuperados.
Para a grande maioria dos que sobreviveram, os sintomas ficaram no passado. Mas outra parcela ainda enfrenta os efeitos da infecção e necessita de acompanhamento profissional. São as consequências da Covid-19, que, em geral, acometem aqueles que contraíram a forma grave da doença, como explica a professora Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz.
Ainda segundo a especialista, as sequelas pós-covid são variadas e, em alguns casos, ainda mal compreendidas.
E entre aqueles que adoeceram, muitos profissionais de saúde, como a própria Dra Margareth. Ela apresentou um quadro moderado de Covid-19 e se recuperou em casa.
A experiência foi bem diferente da vivida pelo também médico e professor Edison Souza. Ele, que atua há 40 anos no Hospital Universitário Pedro Ernesto, na zona norte do Rio, foi um dos primeiros pacientes a receber alta de um Centro de Terapia Intensiva após contrair o novo coronavírus. Mas o processo foi longo.
E, depois de tanto tempo internado, a alegria da alta se somou à insegurança em relação às possíveis sequelas.
No caso do representante comercial Claudio Fernandes, foram quase 15 dias internado por complicações causadas pelo vírus. Com histórico de atleta, ele revela os problemas de saúde que surgiram depois.
Os impactos da Covid-19, no entanto, não se limitam aos casos graves. A forma moderada da doença também pode deixar consequências, como conta a executiva de área comercial Nathalia Darling.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera recuperados aqueles que apresentam dois resultados negativos para Sars-CoV-2 com pelo menos um dia de intervalo. Já nos casos leves, a OMS estima que o tempo entre o início da infecção e a melhora dure até 14 dias.
Seguindo esses critérios, o Ministério da Saúde calcula que o Brasil já superou os dois milhões de recuperados da covid-19. Para todos eles, a orientação é a mesma: buscar o serviço de saúde, caso os sintomas persistam.
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Print Paulo Pinto/Agência Brasil"
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