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Saúde

Covid: Cruz Vermelha atua para vacinar pessoas em zonas de conflito

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Daniella Longuinho - Repórter da Rádio Nacional
20/05/2022 - 21:57
Brasília

Para avançar com a vacinação contra a covid-19 entre as populações mais vulneráveis, organismos internacionais de saúde têm o desafio de reduzir a desigualdade global na cobertura vacinal contra o novo coronavírus. Mas há ainda casos de populações que lutam para não serem esquecidas, como aquelas que vivem em zonas de conflito.

Moradores da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, por exemplo, sofrem com os impactos de conflitos armados, que dificultam a vacinação contra a covid-19. O coordenador de Saúde do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Moçambique, Emilio Mashant, traz um panorama da situação vivida nos 16 distritos de saúde da província, que não conseguem avançar na imunização por causa da falta de segurança e da presença de grupos terroristas na região. Ele conta que quase todas as unidades sanitárias foram destruídas e portanto estas áreas ficam sem assistência médica.

Segundo o representante da Cruz Vermelha, Moçambique, como muitos outros países em desenvolvimento, precisa de apoio externo para avançar com a campanha de vacinação. Maschant destaca que entre os principais desafios a serem enfrentados estão a distribuição inadequada de unidades de saúde em relação a população, vias de acesso em más condições, falta de câmaras frias e de logística.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha destaca que os países da África Austral mais afetados pela pandemia de covid-19 são África do Sul, Zâmbia, Zimbabue, Botsuana e Moçambique.

Até o momento, Moçambique registrou 226 mil casos de covid-19 e 2.201 mortes. Apenas 43% da população do país está totalmente vacinada; parcialmente, 12%.

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