Uma nova assembleia para discutir os próximos passos da greve dos garis está marcada para esta quinta-feira (31). O movimento é liderado pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro (Siemaco-Rio), que vai debater com a categoria as propostas apresentadas ontem pela Comlurb, Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro.
Os garis estão em greve desde segunda-feira (28) e o serviço de coleta de lixo foi afetado em toda a cidade. Centro, Largo do Machado, na zona sul, e Curicica, na zona oeste, já estão com acúmulo de lixo. A situação só não está pior porque a Comlurb montou um esquema de contingência, com a contratação de terceirizados para fazer o trabalho prejudicado pela paralisação.
Pelas contas do Sindicato, os trabalhadores da Comlurb estão há 3 anos sem reajuste. E reivindicam a reposição das perdas inflacionárias, reajuste de 25% nos salários e no tíquete alimentação, assim como a conclusão do plano de cargos e salários da categoria.
Na primeira proposta de negociação, a companhia ofereceu aumentar o índice de correção dos salários de 4 para 5%, o que foi rejeitado pelos garis.
Segundo o sindicato, entre os pontos propostos que serão levados à assembleia estão a manutenção dos benefícios e das cláusulas sociais já existentes no Acordo Coletivo; reajuste salarial imediato de 6%, mais 2% em agosto e cerca de 2% em novembro, de acordo com o reajuste do município; e aumento de 3% no tíquete alimentação.
Sobre a multa de R$ 200 mil por dia parado, o Siemaco informou que entrou com recurso contra a acusação de ilegalidade da greve, já que afirma ter cumprido todos os parâmetros legais e os trabalhadores mantiveram os serviços essenciais como a coleta de lixo em hospitais, escolas e feiras livres.